sábado, 8 de março de 2014

Custo de vida no Brasil assusta médicos cubanos, mas salário ainda é atrativo

Apesar de diferenças salariais entre médicos cubanos e de outras nacionalidades, poupança feita em Cuba é atrativo. 

Nesta semana, cubana deixou o Mais Médicos com críticas


O susto dos cubanos participantes do programa Mais Médicos se concentrou no custo de vida brasileiro. Antes de embarcarem para o Brasil, as informações eram escassas e desencontradas, segundo relatos dos profissionais ouvidos pelo iG. Houve quem não recebesse nenhuma informação sobre preços de itens básicos, como comida, roupas e móveis no País e quem ouvisse que, com R$ 50, seria possível se alimentar durante um mês inteiro.

O contrato de trabalho foi assinado pelos cubanos pouco antes da viagem para o Brasil. A primeira leva de médicos chegou à Brasília em agosto. Com isso, muitos dos profissionais que vieram depois - como a cubana Ramona Matos Rodriguez, que desistiu de continuar atendendo no posto de saúde de Pacajá, no Pará, e fugiu para Brasília no último fim de semana - já sabiam das condições de vida no Brasil. “Nós mandávamos e-mails para os colegas”, diz um médico.

 No contrato, os valores salariais – 400 dólares (cerca de R$ 953) para viver no Brasil e mais 600 dólares (R$ 1429) depositados em uma poupança em Cuba – estavam “claros”, assim como as jornadas de trabalho, segundo eles. “Era muito claro e sabíamos de tudo antes de embarcar para o Brasil”, garante uma médica. Discretos em relação às ambições financeiras, os médicos ouvidos pelo iG preferiram não se identificar.

Os profissionais que conversaram com a reportagem se disseram “surpresos” com a atitude da médica Ramona. Apesar do susto com o alto custo de vida no Brasil, eles ainda acreditam que vale a pena participar do programa. E se dizem convictos de que Ramona não seria presa se voltasse a Cuba. “As leis mudaram. Ela pode ir e vir e ainda tem o trabalho dela lá. Só que ela não poderia mais participar de missões”, conta um médico. Essas viagens são uma oportunidade (mesmo que não admitida de imediato por eles) de ganhar um dinheiro extra.

No caso do programa Mais Médicos, a poupança de US$ 600 feita em Cuba durante o período de três anos em que eles ficarão no Brasil é o mais atraente. Para quem ganha US$ 35 por mês lá, o valor é significativo.

Falta de informação

Os médicos ouvidos pelo iG dizem que também sabiam que o governo cubano ficaria com boa parte do salário oferecido pelo Brasil. Mas esperavam que todos recebessem moradia, alimentação e transporte das prefeituras. Em alguns municípios, os gestores decidiram oferecer ajuda de custo. Para custear despesas mensais com aluguel, contas e alimentação, os profissionais que conversaram com a reportagem relataram receber R$ 2,5 mil, além dos R$ 950 do contrato.

De acordo com as regras, ao aderir ao programa, os municípios assumem a responsabilidade por garantir alimentação e moradia desses médicos. O gestor municipal deve “disponibilizar um imóvel ou uma ajuda pecuniária desde a chegada do médico no município”. Nos casos de repasse de verbas, o valor varia de R$ 500 a R$ 2,5 mil e para moradia e até R$ 500 no caso da alimentação.

“Só que a vida é muito cara no Brasil e, em Cuba não nos disseram isso. Ao contrário. Disseram que, com R$ 50, pagaríamos alimentação de um mês inteiro. Isso realmente é mentira”, afirma um dos médicos entrevistados pela reportagem. Além disso, eles contam que o governo cubano não informou que eles teriam direito a uma bolsa paga pelo governo brasileiro para ajudá-los a se instalar nas cidades.

A bolsa varia de R$ 10 mil a R$ 30 mil (para quem mora nas áreas de distritos indígenas). O primeiro pagamento foi feito na ida dos médicos (70% do total). O restante será depositado ao completar o sexto mês de trabalho. “Só recebemos R$ 3,5 mil (da bolsa de R$ 30 mil) de Cuba. E esse dinheiro faz falta para montarmos a casa”, diz um profissional que divide um apartamento com mais dois colegas. Eles pagam R$ 1 mil de aluguel.
Ainda assim, eles acreditam que vale a pena continuar no programa. “Dá pra guardar um pouco, comprar presentes para os filhos. Não vivemos com luxo, mas não passamos necessidades”, afirma uma médica.

Outros países

Segundo a assessoria de imprensa da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), a entidade possui inúmeros acordos de cooperação com seus 35 países-membros. Muitos envolvem o deslocamento de profissionais de várias áreas da saúde (não somente médicos) para ações como treinamento e resposta a epidemias e desastres. Mas não há contratos idênticos ao do estabelecido entre Brasil e Cuba.

“No momento, o único acordo com as características exatas do programa Mais Médicos, que incluem o deslocamento de um amplo contingente de profissionais para um período extenso, são os acordos com o Brasil e com Cuba. Cuba mantém equipes médicas por períodos prolongados em 60 países, mas esses acordos não são intermediados pela OPAS. Muitos deles envolvem países fora da área de atuação da organização (África e Ásia)”, diz nota enviada ao iG.

Bebê pode ter sido curada do HIV após tratamento nas primeiras horas


Uma menina nascida com o vírus da AIDS mantém-se sem sinais da infecção 11 meses depois de ter sido submetida a tratamento com antirretrovirais. É o segundo caso conhecido no mundo, segundo as agências de notícias internacionais.

Nascida no subúrbio de Los Angeles, nos Estados Unidos, em abril do ano passado, a menina recebeu tratamento com antirretrovirais quatro horas depois de ter nascido. Quase um ano depois, não tem sinais da infecção e os médicos estão otimistas, apesar de não afastarem a possibilidade de o HIV voltar ou estar oculto nos tecidos, dizem as agências.

Trata-se do segundo caso idêntico no mundo, depois de, no ano passado, ter sido anunciado que um bebê norte-americano recebeu tratamento nas primeiras horas de vida. Agora com 3 anos, a menina parece estar livre do vírus.

O caso mais recente, apresentado hoje (6) durante uma conferência científica em Boston, é recebido pelos médicos com otimismo, sobretudo pela rapidez do desaparecimento do vírus.

“O que é mais notável em relação a este bebê é a rapidez com que o vírus desapareceu, os testes de DNA estavam negativos quando tinha seis dias e continuaram negativos depois”, disse Yvonne Bryson, professora de pediatria da Faculdade de Medicina da Universidade da Califórnia.

*Da Agência Brasil

*Com informações da Agência Lusa

Justiça proíbe fidelidade e cobrança por rescisão de planos de saúde


Akemi Nitahara - da Agência Brasil
Em decisão publicada ontem (7), no Diário Oficial da União, o juiz Flávio Oliveira Lucas, da 18ª Vara Federal no Rio de Janeiro, proibiu a exigência de fidelidade contratual mínima pelas operadoras de planos de saúde e a cobrança por rescisão do contrato. A ação civil pública foi movida pelo Procon Estadual do Rio de Janeiro (Procon-RJ) contra a Agência Nacional de Saúde (ANS), e pedia a anulação do parágrafo único do Artigo 17 da Resolução Normativa 195/2009.

O texto da resolução diz que “os contratos de planos privados de assistência à saúde coletivos, por adesão ou empresarial, somente poderão ser rescindidos imotivadamente após a vigência do período de 12 meses e mediante prévia notificação da outra parte, com antecedência mínima de 60 dias”.

De acordo com o Procon-RJ, a cláusula é abusiva e contraria o Código de Defesa do Consumidor e a Constituição brasileira. Na decisão, o juiz concorda que há violação do direito do consumidor.

“Conclui-se, portanto, que a norma editada pela ANS somente vai ao encontro dos interesses das empresas operadoras de saúde, em detrimento das garantias dos consumidores”, diz o juiz na decisão. “É indubitável que a situação autorizada pelo Artigo 17, parágrafo único da Resolução Normativa 195/2009, expedida pela ANS, coloca o consumidor em desvantagem exagerada, na medida em que, a despeito da natureza da modalidade contratual e da função social do contrato, atende única e exclusivamente ao interesse da operadora do plano de saúde”, concluiu o juiz, que declarou nulo o parágrafo em questão.

A ANS informa que ainda não foi notificada oficialmente da sentença, mas vai recorrer da decisão, já que, de acordo com a agência, houve entendimento jurídico equivocado da norma. Em nota, a ANS esclarece que “as regras sobre rescisão de contrato de planos coletivos, empresariais ou por adesão, expressas no Artigo 17 da Resolução Normativa nº 19,5 são válidas para as operadoras de planos de saúde e para as pessoas jurídicas contratantes”.

A agência diz também que “o beneficiário de plano de saúde tem todo o direito de sair do plano de saúde a qualquer momento, seja ele beneficiário de plano coletivo empresarial, coletivo por adesão ou individual/familiar”.

De acordo com a nota, o objetivo do artigo questionado é proteger o consumidor, “tendo em vista que, ao identificar o aumento da demanda por procedimentos e internações, o que elevaria os custos, a operadora poderia, a qualquer momento, rescindir o contrato no momento de maior necessidade do beneficiário”.

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Como manter a mente aguçada

A depressão da aposentadoria pode ser um nefasto convite ao mal de Alzheimer

por Rogério Tuma no site Carta Capital

Ao se aposentar, as pessoas precisam manter o interesse em aprender para que seu cérebro não entre em processo de regressão cognitiva. Segundo um novo estudo, manter o bom humor e desempenhar atividades intelectuais é fundamental para atrasar e até evitar a perda de memória na velhice.

Aposentados sofrem modificações importantes em seu estilo de vida, com mudanças sociais, financeiras e culturais. De acordo com sua capacidade adaptativa, essas mudanças podem provocar um declínio progressivo do intelecto, ou atrasá-lo.

Câmara aprova dispositivos que alteram MP do Mais Médicos e texto vai ao Senado

A Câmara dos Deputados concluiu a votação dos destaques e das emendas que pretendiam alterar o texto da Medida Provisória 621, que cria o Programa Mais Médicos. O objetivo do programa é levar médicos para o interior do país e áreas das periferias das grandes cidades onde há falta desses profissionais. A MP autoriza a contratação de médicos estrangeiros para atuação na atenção básica de saúde e também muda parâmetros da formação em medicina no Brasil. A MP será agora apreciada pelo Senado.

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Padilha diz que conversou com entidades sobre Mais Médicos, mas não houve consenso

Blog Dag Vulpi: Padilha diz que conversou com entidades sobre Mais...: O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, negou hoje (22) que tenha faltado diálogo do ministério com as entidades médicas sobre o Program...

Entidades médicas criticam Programa Mais Médicos

Entidades médicas criticaram o Programa Mais Médicos, lançado hoje (8) pelo governo federal. Em nota, a Federação Nacional dos Médicos (Fe...

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terça-feira, 8 de outubro de 2013

NOTA DE ESCLARECIMENTO

A diretoria da Cooperativa de Saúde Educação e Afins dos Empregados da Chocolates Garoto (COOPSAÚDE), em atenção e respeito a seus associados vêm esclarecer que são infundadas e inoportunas as alegações publicadas e distribuídas por um ex-diretor desta entidade.

Contrariando o que diz a equivocada nota distribuída por aquele senhor e lembrando que, nela o próprio ex-diretor menciona que houve um alto índice de inadimplência dos nossos cooperados, porém ele omitiu ter sido esse o fator que resultou no débito que culminou na impraticabilidade de manutenção do contrato com a prestadora de serviços médicos, tranquilizamos a todos os nossos cooperados afirmando não existir a menor possibilidade do descabimento de eles terem que assumir qualquer débito em nome da COOPSAÚDE.

Esclarecemos ainda que os débitos motivados pela inadimplência de parte de nossos cooperados foram assumidos pela atual diretoria, onde, em forma de rateio entre eles todos os compromissos estão sendo honrados.

Lembramos ainda que contrariando mais uma vez as afirmativas da nota do ex-diretor os cooperados foram sim avisados do término do contrato com a prestadora de serviços médicos, e que todos os cooperados que pagaram indevidamente a mensalidade foram devidamente ressarcidos.  

(Aproveitamos a oportunidade para informar e convidar a todos para participarem no dia 14/10/2013 da inauguração daquela que marcará a nova etapa na vida desta entidade, e que certamente atenderá ao anseio de muitos de nossos cooperados e colegas de trabalho. Maiores detalhes dessa importante e oportuna inauguração serão apresentados num informativo que será entregue em breve no portão de entrada e saída dos funcionários).    


A DIRETORIA

sexta-feira, 8 de março de 2013

ATENDIMENTO À MANDATO DE NOTIFICAÇÃO JUDICIAL


Prezados cooperados, amigos e leitores do blog da COOPSAÚDE.

Venho informar que, em atendimento à INTERPELAÇÃO JUDICIAL requerida pela UNIMED VITÓRIA COOPERATIVA DE TRABALHO MÉDICO, assinada por sua advogada a Drª Letícia Brandão Heringer – OAB/ES 10.174, estou retirando do ar à postagem datada de 02 de janeiro de 2012, com o título UNIMED VITÓRIA APLICA REAJUSTE DE 104,70% (CENTO E QUATRO VÍRGULA SETE PONTOS PERCENTUAIS) SOBRE MENSALIDADES DOS USUÁRIOS DA COOPSAÚDE

Dagmar Olindo Vulpi




terça-feira, 5 de março de 2013

Planos de saúde terão que justificar negativa de atendimento por escrito



Operadoras de planos de saúde vão ter que justificar por escrito qualquer tipo de negativa de atendimento caso o serviço seja solicitado pelo beneficiário. A resposta, em linguagem clara, deverá ser enviada por correspondência ou por meio eletrônico em até 48 horas. A norma foi anunciada hoje (5) pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), em parceria com o Ministério da Saúde.
De acordo com a Resolução Normativa nº 319, para obter o documento, o beneficiário deverá fazer a solicitação das informações por telefone, por exemplo, e anotar o número do protocolo. A resposta repassada pela operadora deve incluir a cláusula contratual ou o dispositivo legal que justifique a negativa do atendimento.
O diretor-presidente da ANS, André Longo, lembrou que o órgão tem acompanhado as demandas relacionadas a negativas de atendimento desde 2011. No ano passado, 76% das reclamações recebidas pela agência envolviam a cobertura de planos de saúde. “É uma iniciativa bastante importante para empoderar o cidadão a exercer seus direitos”, disse.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, avaliou como importante uma medida regulatória que garanta aos usuários de planos de saúde o direito à informação em tempo hábil. Ele alertou que a regra não vale para situações de urgência e emergência, quando o atendimento oferecido pelas operadoras deve ser imediato e, portanto, não cabe negativa.
“É uma resolução muito importante para o aprimoramento do ciclo de monitoramento que estamos fazendo. O usuário, ao fazer a reclamação, pode qualificar a justificativa dada pelo plano. Isso permite que a ANS possa agir mais rapidamente.”
A pasta informou ainda que as justificativas de atendimento por escrito poderão ser anexadas a eventuais processos com que os usuários ingressem na Justiça. A norma entra em vigor 60 dias após a publicação noDiário Oficial da União, prevista para amanhã (6). A multa para os planos que descumprirem a nova regra é R$ 30 mil. Já a multa prevista por negativa de cobertura indevida varia de R$ 80 mil a R$ 100 mil.
Atualmente, cerca de 62 milhões de pessoas têm cobertura de planos médicos e/ou odontológicos no país. 

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domingo, 13 de janeiro de 2013

Brasil só supera Estados Unidos em mortes por cancer de mama por falta de diagnóstico precoce


São Paulo – Mulheres com câncer de mama em estágio inicial que recebem tratamento no Brasil podem ter a mesma sobrevida de pacientes tratadas nos Estados Unidos, revelou estudo da Faculdade de Medicina da Unesp de Botucatu. O estudo, iniciado em 2011, levantou dados de pacientes diagnosticadas entre 1998 e 2001, para que pudessem ser observadas as taxas de sobrevida após 10 anos do início do tratamento.

Apesar da igualdade de chances na expectativa de vida entre as pacientes dos dois países, a falta do diagnóstico precoce faz com que a mortalidade brasileira permaneça ainda muito superior à norte-americana, explica o autor da pesquisa, René Aloísio da Costa Vieira, mastologista do Hospital do Câncer de Barretos.
O médico usou dados de cerca de 47 mil pacientes dos Estados Unidos, obtidos no programa The Surveillance, Epidemiology, and End Results (SEER), que representa 28% da população do país. Ele comparou com informações de 834 pacientes do Hospital do Câncer de Barretos (SP), considerado Centro de Referência de Alta Complexidade em Oncologia (Cracon), que atende basicamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e existe há 50 anos.
O levantamento mostrou que 50,1% das mulheres diagnosticadas com câncer de mama nos Estados Unidos encontravam-se no estágio inicial do doença, com tumores menores do que 2 centímetros e ainda não palpáveis. No Brasil, porém, os diagnósticos nesse estágio precoce ocorreram em apenas 10% dos casos. O médico esclarece que é muito importante que a doença seja descoberta exatamente nesse ponto, de forma precoce, uma vez que as chances de cura a partir de um tratamento nesse estágio chegam a 90%.
A detecção do câncer de mama em estágios mais avançados foi observada, a partir do levantamento, em 45,8% das pacientes brasileiras e em somente 8,4% das norte-americanas. Nesse nível mais adiantado da doença, a taxa de sobrevida após 10 anos cai para apenas 17% dos casos. “No Brasil, demora-se mais para chegar ao médico e o tamanho do tumor é maior”, disse.
No mundo, os países desenvolvidos como os Estados Unidos têm uma relação de 19 mortes por câncer de mama para cada 100 pacientes diagnosticadas com a doença. Na América do Sul, essa proporção sobe para 29,8 mortes. No continente africano, a situação é ainda pior pois para cada 100 mulheres com a doença, 60 morrem. Leia postagem completa »»»

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Universidade de Coimbra cria tecnologia que aumenta eficácia de tratamento ao câncer de mama

Lisboa – Pesquisadores portugueses desenvolveram uma nanotecnologia que aumenta a eficácia terapêutica da quimioterapia para pacientes com câncer de mama, além de evitar alguns efeitos colateiras provocados pelo tratamento.

A nanopartícula usada para levar o medicamento às células cancerígenas foi desenvolvida no Centro de Neurociências e Biologia Celular (CNC) e da Faculdade de Farmácia da Universidade de Coimbra. Na semana passada, a Universidade de Coimbra conseguiu reconhecer nos Estados Unidos a patente da nanopartícula registrada com o nome de Pegasemp™.

Segundo a universidade, a tecnologia transporta o medicamento que mata as células cancerígenas e destrói os vasos sanguíneos que alimentam o tumor – o que impede o câncer de se alastrar no organismo e diminui riscos de reincidência. Por causa de sua composição, a nanopartícula consegue chegar com mais facilidade às células doentes e, ao encontrá-las, libera o medicamento de tratamento.

A nanotecnologia é uma das áreas em que o Brasil tem interesse em manter um programa de cooperação com Portugal. Conforme divulgado em setembro passado pelo Itamaraty, uma comissão mista de ciência, tecnologia e inovação entre os dois países irá discutir cooperação nas áreas de nanotecnologia assim como biotecnologia e biocombustíveis.

A Universidade de Coimbra é o principal local de acolhimento de estudantes brasileiros que participam do Programa Ciência sem Fronteira em Portugal, e o CNC tem reconhecimento internacional.

Recentemente o centro anunciou o desenvolvimento de uma vacina oral contra a Hepatite B, considerada a mais perigosa das hepatites – segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), 600 mil pessoas morrem anualmente em todo o mundo por causa da doença.
EBC em Portugal

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Entidades protestam contra falta de regulamentação da Lei Antifumo


Representantes da Aliança de Controle do Tabagismo (ACT) e da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica distribuíram pizzas hoje (14) a funcionários do Ministério da Saúde em protesto contra a falta de regulamentação da chamada Lei Antifumo, que vai completar um ano amanhã (15).

Sancionada em 15 de dezembro de 2011 pela presidenta Dilma Rousseff, a lei proíbe o fumo em locais coletivos fechados privados ou públicos e os fumódromos (áreas reservadas a fumantes). A regulamentação serve para definir, por exemplo, penalidades em caso de desrespeito à lei.

Atualmente, legislações estaduais impedem o fumo em locais fechados em Rondônia, São Paulo, no Rio de Janeiro, Amazonas, em Roraima, na Paraíba e no Paraná. Os fumódromos ainda são permitidos em Alagoas, na Bahia, no Ceará, Espírito Santo, em Goiás, no Maranhão, em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pernambuco, no Pará, Rio Grande do Sul, em Santa Catarina, Sergipe, no Tocantins e no Distrito Federal. Acre, Piauí e Rio Grande do Norte têm projetos de lei para a criação de ambientes livres de tabaco que tramitam desde 2009.

“A ideia dessa manifestação, além de marcar um ano sem a regulamentação da Lei Federal Antifumo, é mostrar para o governo que ele não pode ceder a pressões do setor ligado à indústria do tabaco, que vem buscando impedir a adoção de conceitos mais fortes, que são compromissos assumidos internacionalmente pelo governo”, explicou o coordenador da Aliança de Controle do Tabagismo,  Guilherme de Almeida.

Para ele, experiências registradas em São Paulo, no Rio de Janeiro e no Paraná demonstram o sucesso da lei. Dados da ACT mostram que o índice de cumprimento das normas nesses estados é superior a 99%, enquanto o apoio entre os próprios fumantes é acima de 80%.

“O governo federal está atrasado, está demorando em levar adiante uma regulamentação que é simples e que já está consolidada em alguns estados. Ele precisa trazer para nível federal para evitar que as leis estaduais que vêm sendo questionadas corram risco de se perderem.”

Já o presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica, Anderson Arantes Silvestrini, destacou que 30% das mortes causadas por câncer estão diretamente ligadas ao tabagismo, além de uma série de doenças como enfizema, infarto e embolia.

“A gente vê como urgentíssimo que essa lei seja regulamentada ainda este ano. Não podemos completar mais um ano [sem a regulamentação]”, disse. “Já que as pessoas não querem regulamentar, nada como uma pizza para mostrar como as coisas acontecem e evoluem”, completou.

Silvestrini lembrou que o número de tabagistas no Brasil caiu de 32% para 16% nos últimos 15 anos, mas que cerca de 20% de ex-tabagistas ainda vão ter alguma doença relacionada ao fumo. “E a fumaça do tabaco é mais danosa até do que a que é tragada. Ela tem até 50 vezes mais produtos cancerígenos. O fumante passivo vai ter uma série de doenças decorrentes dessa exposição.” (Agência Brasil)

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