quinta-feira, 10 de maio de 2012

As coisas mais bizarras que já caíram do céu

Pedaços de carne, lula congelada e outros objetos fazem parte dos relatos
Editora Globo
Criaturas e objetos que caem do céu intrigam cientistas
Se você pensa que é apenas água que cai do céu, está mais que enganado!
Durante toda história da humanidade relatos curiosíssimos foram registrados por pessoas que viram e até experimentaram coisas que caíram do céu. Confira algumas:

Em 1876 um pedaço de carne de quase dez centímetros caiu dos céus da cidade de Olympian Springs, em Kentucky, nos Estados Unidos. De acordo com o Louisville Commercial, "Dois cavalheiros, que provaram a carne, expressaram a opinião de que era ou de carneiro ou carne de veado." Um cientista da Sociedade Micoscópica da Grã-Bretanha, teorizou que urubus haviam se alimentado de cavalos mortos, voado sobre a cidade e depois vomitaram os fragmentos.

Em junho de 1997, um homem que pescava ao longo da costa das Ilhas Malvinas bateu e ficou inconsciente por dois dias depois que uma lula congelada caiu em sua cabeça. Como a lula chegou lá, ninguém sabe.

Em 2008 um andarilho escocês tropeçou em uma pilha enorme de geléia de uma cor clara. Depois que ele contou seu relato na rádio BBC, vários outros ouvintes ligaram contando terem visto a mesma coisa e enviaram fotos da “geléia” encontrada em diversos pontos do país. Muitos especularam que pássaros teriam comido sapos ou rãs e regurgitado os ovários tóxicos. Cientistas do Instituto de Pesquisas do Uso da Terra de Macaulay, no Reino Unido, fizeram o teste de DNA com a substância e os exames foram inconclusivos.

Uma chuva de sapos, girinos e peixes, atormentou a prefeitura de Ishikawa, no Japão, em 2009. Para cientistas a hipótese é de que o fenômeno foi causado por fortes tornados de água que acontecem sazonalmente, que teriam sugado esses animais e os arremessado em terra depois de desfeitos.

Em janeiro deste ano um homem em Dosert, Inglaterra, encontrou cerca de vinte esferas azuis translúcidas e gelatinosas com aproximadamente três centímetros, espalhados em seu quintal. Cientistas da Universidade de Bournemouth especularam que as esferas seriam ovos de criaturas marinhas. Mais tarde descobriu-se que eram feitas de poliacrilato de sódio, substância usada em jardins e fraldas para absorver água.

E se você enxergasse como uma águia?

Nossa visão é 5 vezes pior que a dela, pelo menos por enquanto 
Esses olhos intimidam e podem ir muito além do que podemos imaginar //Crédito: ShutterStock   
Você já se perguntou até onde sua visão consegue ir? Do alto de uma montanha, em uma noite escura, você enxergaria a chama de uma vela a 48 quilômetros de distância. Surpreendentemente longe, não? Mas e se seus olhos tivessem a mesma capacidade que os de uma águia? Bem, talvez você ficasse envergonhado com seus meros 48 quilômetros...
Vamos lá. O primeiro exemplo: nossos olhos ficariam 30º mais distantes do centro de nosso rosto, o que representaria nada mais nada menos que quase o dobro de campo de visão que nós já temos. De 180º, passaria para 340º: o suficiente para enxergar atrás de nossos corpos. Com isso, provavelmente ficaríamos girando nossa cabeça o tempo todo, já que perceberíamos muito mais coisas de uma só vez.
Nossas atividades diárias não seriam transformadas com a super visão. Achar a caixa de leite dentro da geladeira continuaria levando mais ou menos o mesmo tempo de sempre - o que mudaria seria a chamada visão de longe. Em linhas gerais, o olho de uma águia é de quatro a cinco vezes mais potente que o nosso. Essa característica é peculiar à animais de caça, que dependem estritamente de sua visão para conseguir o pão de cada dia.
Existem duas diferenças principais entre nossos olhos e os dá águia. Em primeiro lugar, as retinas delas possuem muito células detectoras de luz, o que as confere uma espécie de visão em HD, repleta de detalhes. A segunda característica é a profundidade da fóvea das águias. É nessa região que se forma a imagem que será transmitida ao cérebro. Enquanto a nossa fóvea tem a forma parecida com o de uma bacia, a da águia é mais profunda e convexa . Esse formato faz com que seus olhos funcionem como uma lente teleobjetiva, o mesmo tipo utilizado por fotógrafos para tirarem fotos de muito longe. Do décimo andar de um prédio, por exemplo, enxergaríamos uma formiga rastejando no chão. Em um estádio de futebol, seria possível perceber a expressão de cada jogador, mesmo no local mais alto da arquibancada.
A percepção de cores das águias também é altamente superior à nossa. Além de distinguir com muito mais clareza as diferentes nuances das cores, elas enxergam luz ultravioleta, recurso necessário para flagrar, lá do alto, o rastro de urina de pequenas presas. Apesar dessa característica em especial ser mais nojenta do que útil, pelo menos para os humanos, cientistas estão trabalhando para que nossa visão, um dia, chegue literalmente mais perto da águia.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Pesquisas contra a malária: primeira vacina deve sair entre 3 e 5 anos


Ricardo Gazzinelli (Foto: Divulgação)
Ricardo Gazzinelli, chefe do Laboratório
De Imunopatologia da Fiocruz Minas
(Foto: Divulgação)


Também há estudos com mosquitos infectados por fungos transgênicos

A malária é uma doença infecciosa aguda que, mais do que nunca, tem merecido todas as atenções. Causada por protozoários do gênero Plasmodium, que são transmitidos através da picada do mosquito Anopheles, a doença tem sido foco de diversos estudos, muitos deles tendo como pauta o combate. Nos Estados Unidos, uma pesquisa publicada no ano passado na revista “Science” com fungos modificados mostrou que é possível matar o micro-organismo causador da malária infectando mosquitos com o fungo transgênico, eliminando o parasita dentro do inseto. O processo foi de inserção de dois genes do fungo Metarhizium anisopliae, que infecta insetos: um produz um anticorpo e o outro, uma toxina obtida de escorpiões.

“É bastante inovador, porém os testes ainda são muito preliminares e não sabemos qual será a aplicação desta técnica. Por outro lado, o uso de vírus e proteínas recombinantes já são formas mais estabelecidas de vacinação e apresentam um grande potencial de funcionarem como vacinas para humanos”, comenta Ricardo Gazzinelli, doutor em Bioquímica e Imunologia pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e chefe do Laboratório de Imunopatologia da Fiocruz Minas (Laim/Fiocruz Minas/Fiocruz).
Dr. Ricardo Gazzinelli, bolsista de Produtividade em Pesquisa 1A do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), estuda o papel do sistema imunológico na patogênese da infecção (ou seja, o mecanismo da doença). Além disso, trabalha no desenvolvimento de uma vacina contra a malária causada por P. vivax, uma das duas principais causas da malária. O P. falciparum predomina na África e é mais letal. O P. vivax está na América Latina e Ásia e, se não tratado, pode causar doença grave e morte. No Brasil, cerca de 80% dos casos de malária são causados pelo P. vivax
“Esta é uma vacina que utiliza proteínas recombinantes e vetores virais expressando proteínas deste parasita e está sendo testada. Além disto, consideramos que, durante a malária, ocorre uma ativação exagerada do sistema imune, que é a causa de muitos dos sintomas durante esta infecção. Com isto em mente, tentamos entender este processo, para que possamos prevenir a doença interferindo com um sistema imune”, explica Ricardo Gazzinelli.
Ainda não há previsão nem de ser provada a possibilidade de prevenção através de fungos transgênicos nem da vacina em teste na Fiocruz Minas ser lançada para a prevenção:

Laboratório vacina malária (Foto: Divulgação)
Vacina contra malária já está em fase de testes
clínicos  (Foto: Divulgação)

“Difícil fazer esta previsão. No caso da malária com P. falciparum, tem uma vacina produzida pela GlaxoSmithKline (GSK) que está sendo testada em humanos, na África, e vem apresentando resultados animadores. Se tudo der certo, talvez tenhamos uma vacina comercial para malária em um horizonte de três a cinco anos”.

Isso se houver interesse da comunidade científica mundial ou de empresas farmacêuticas, acusadas por muitos anos de negligenciar doenças como a malária. Se algo der errado, a sugestão é dar atenção aos avanços da biologia molecular. Com eles, o interesse no estudo dessas doenças deve estimular a retomada de financiamentos para as pesquisas. A avaliação é de Laura Rodrigues, professora de epidemiologia de doenças infecciosas e chefe da Faculdade de Epidemiologia e Saúde da População da London School of Hygiene and Tropical Medicine, que deu entrevista à Agência FAPESP. Para Ricardo Gazzinelli, a biologia molecular é uma área que revolucionou a pesquisa na área biomédica. Ele acredita também que o interesse econômico em vacinas vem aumentando:
“Isto é verdade também no caso da malária, porque permitiu o maior entendimento da biologia do parasita, a interação parasita/hospedeiro, assim como o desenvolvimento de métodos de controle, como por exemplo, vacinas e geração de mosquitos refratários a infecção com Plasmodium. Como a malária, entre outras, é uma doença de pobres, que não possuem recursos para adquirir medicamentos, o interesse ecônomico é pequeno. Mas esta tendência está mudando. As empresas que passam a trabalhar com estas doenças negligenciadas têm uma série de benefícios. Em segundo lugar, o poder aquisitivo dos países do terceiro mundo está aumentando e, como doenças como a malária afetam o setor produtivo e acarreta perdas econômicas grandes, acredita-se que os governos dos países afetados poderiam subsidiar as campanhas de vacinação pública contra estas doenças.”

Vitória é a segunda capital com mais diabéticos


Pessoa aplicando Victoza para diabetes - Editoria: Vida - Foto: Divulgação
Incidência da doença é maior entre mulheres (8,6%) que homens (5,3%)
A prevalência de homens que informam ter a doença continua sendo inferior a das mulheres
Dados inéditos da pesquisa Vigitel 2011 (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico) mostram que a tendência de diabetes está crescendo no Brasil. Em homens, o percentual subiu de 4,4%, em 2006, para 5,2%, em 2011. Apesar do aumento, a prevalência de homens que informam  ter a doença continua sendo inferior a das mulheres (6%). Os números foram divulgados, nesta quarta-feira (9), pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante o Fórum Pan-Americano de Ação contra as Doenças Crônicas não Transmissíveis (DCNT), que ocorre em Brasília.

O levantamento, que coletou dados nas 26 capitais e no Distrito Federal, revela que 5,6% da população declaram ter a doença. O estudo mostra ainda que o diagnóstico de diabetes é mais comum em pessoas que estudam menos: 3,7% dos brasileiros com mais de 12 anos de estudo declaram ser diabéticos, enquanto 7,5% dos que tem até oito anos de escolaridade dizem ter a doença. Uma diferença de mais de 50%.

A capital com maior percentual de diabéticos foi Fortaleza (7,3%), seguido de Vitória (7,1%) e Porto Alegre (6,3%). Os menores índices estão em Palmas (2,7%), Goiânia (4,1%) e Manaus (4,2%).

Segundo o ministro Alexandre Padilha os dados comprovam a importância de trabalhar cada vez mais na prevenção e ampliar o acesso à informação. “É de extrema importância o fortalecimento de ações de prevenção e melhoria na qualidade da educação, além da expansão do diagnóstico e do oferecimento de medicamentos de gratuitos”, analisou o ministro.

O autorrelato de diabetes também aumenta com a idade da população. O diabetes atinge 21,6% dos idosos (maiores de 65 anos), índice bem maior do que entre a faixa etária de 18 a 24 anos (0,6%).

Os percentuais crescentes de diabetes no país podem estar relacionados ao aumento da obesidade e do excesso de peso, principais fatores de risco para a doença. Contribui, ainda, o aumento da população idosa e o aumento do diagnóstico da atenção básica de saúde. Segundo o Vigitel 2011, no período de 2006 a 2011, houve um crescimento de 28% na prevalência de obesidade no Brasil. Nos homens, o percentual de excesso de peso passou de 47,2% para 52,6% nos últimos seis anos.

A pesquisa também aponta que 22,7% da população adulta brasileira são hipertensos. O diagnóstico em mulheres (25,4%) é mais comum do que em homens (19,5%) e também é preocupante entre os mais velhos, chegando a 59,7% em pessoas com mais de 65 anos.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Vacinação contra a gripe começa neste sábado(5) em todo o país


Cerca de 65 mil postos de saúde em todo o país abrem amanhã (5) para o início da Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe. O horário de funcionamento será das 8h às 17h. A dose aplicada vai proteger também contra a influenza A(H1N1) – gripe suína.

Devem procurar os locais de vacinação idosos com mais de 60 anos, crianças de 6 meses a menores de 2 anos, grávidas em qualquer período da gestação, indígenas e profissionais de saúde. A meta é imunizar 24,1 milhões de pessoas até o dia 25 de maio.

Crianças que serão vacinadas pela primeira vez deverão tomar duas doses, com intervalo de 30 dias. Aquelas que já receberam uma ou duas doses da vacina no ano passado deverão receber apenas uma este ano. Os demais grupos deverão tomar dose única.

Em 2011, de acordo com dados do Ministério da Saúde, 25,134 milhões de pessoas foram vacinadas – 84% do público-alvo. No mesmo período, foi registrada uma redução de 64% nas mortes provocados pelo vírusInfluenza H1N1. Ao todo, 53 óbitos foram confirmados. Também no ano passado, houve queda de 44% nos casos graves da doença, que totalizaram 5.230.

Agência Brasil

terça-feira, 10 de abril de 2012

Diminuiu em 15% o número de fumantes do país

O número de fumantes permanece em queda no Brasil. É o que revela a pesquisa Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel 2011), realizado pelo Ministério da Saúde. Segundo a pesquisa, de 2006 a 2011, o percentual de fumantes passou de 16,2% para 14,8%. A incidência de homens fumantes no período 2006-2011 diminuiu a uma taxa média de 0,6 % ao ano, segundo o Vigitel 2011.
A frequência é menos da metade do índice de 1989, quando a Pesquisa Nacional de Saúde e Nutrição (PNSN), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apontou 34,8% de fumantes na população.
Realidades como a da cobradora de ônibus, Sônia Mara da Costa, que fuma há 35 anos ainda são comuns no Brasil. Sônia conta que começou a fumar pelo glamour que o vício representava antigamente.
Ações de combate ao tabaco estão entre as prioridades do Governo Federal. Uma série de medidas para reduzir a atratividade do cigarro vem sendo liderada pelo Ministério da Saúde. Dentre elas, destacam-se a proibição de publicidade do tabaco, a adesão à Convenção-Quadro do Controle do Tabaco de 2005, aumento das alíquotas dos impostos para 85%, proibição de fumódromos e a ampliação do espaço reservado às advertências sobre os efeitos danosos do fumo nos maços. Recentemente, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu os aditivos do cigarro.
Fumo Passivo – O Vigitel 2011 apontou que 11,8% dos brasileiros não-fumantes moram com pelo menos uma pessoa que fuma dentro de casa. Além disso, 12,2% das pessoas que não fumam convivem com algum colega fumante no local de trabalho.
São as mulheres (13,3%) e os adultos entre 18 e 24 anos (17,7%) quem mais sofrem com o fumo passivo dentro de casa. Já no trabalho, a frequência de homens atingidos pelo fumo passivo (17,8%) é mais que duas vezes superior à registrada entre as mulheres (7,4%).
Homens menos escolarizados (até oito anos de estudo) são as principais vítimas do cigarro alheio no ambiente de trabalho (20,9%), percentual bem superior se comparado àqueles com mais de 12 anos de estudo (8,9%).
O Sistema Único de Saúde (SUS) gasta cerca de R$ 19 milhões por ano com diagnóstico e tratamento de doenças causadas pelo tabagismo passivo. De acordo como o Instituto Nacional do Câncer (INCA), pelo menos 2,6 mil não fumantes morrem no Brasil por ano devido a doenças provocadas pelo tabagismo passivo. Pessoas que não fumam, mas são expostas à fumaça do cigarro têm 30% mais chance de desenvolver câncer de pulmão e 24% a mais de sofrer infarto e doenças cardiovasculares.
Fonte: Blog da Saúde, com informações de Fabiane Schmidt /Agência Saúde

terça-feira, 3 de abril de 2012

O perigo do uso de Anabolizantes, ou no popular: "Bombas"

"Cresce o número de pessoas que adere ao uso de esteroides anabolizantes para moldar o corpo e ganhar força, resistência e velocidade. Sem qualquer controle, o medicamento, apesar de ser proibido, é oferecido principalmente em academias de ginástica. Os danos causados por seu uso, entretanto, podem ser irreversíveis. O problema já está sendo visto como um caso de saúde pública".





Introdução
A busca de corpos esculpidos à base de remédio está levando jovens de aparência saudável a um vício muitas vezes sem volta. O motivo é o uso dos chamados esteroides anabolizantes. Apesar de não haver estatísticas, sabe-se que vem crescendo o número de consumidores da droga. E não são apenas os atletas em busca de mais força, velocidade, e resistência dos músculos os únicos a usá-lo. Homens, jovens e mulheres que querem apenas ganhar massa corporal em pouco tempo também se deixam seduzir pelos efeitos da droga. O abuso desse medicamento não é novidade. O maior problema, atualmente, segundo especialistas, é a adesão às drogas nas academias convencionais.
"Muitas vezes, é o próprio instrutor quem chega para o aluno e diz que seu desenvolvimento chegou ao limite. Aí vem a sedução pelos anabolizantes", explica Fernando Vítor Lima, professor da Universidade Federal de Minas Gerais e mestre em Treinamento Esportivo. Nas lojas de suplementos nutricionais, a situação não é diferente: "O charlatanismo é muito grande nesse meio. As pessoas receitam o produto como se soubessem tudo sobre ele. Quem compra, na verdade está pagando pelo sonho de um corpo perfeito, na verdade, de uma ilusão, porque os problemas ocasionados são muitos", orienta.
Nos Estados Unidos, os anabolizantes já são considerados uma droga proibida, que só pode ser vendida com receita médica. Na Suécia, existem serviços que encaminham os usuários para tratamento, como se ele fosse um viciado em droga. No Brasil, segundo o professor, apesar da proibição de venda, a Vigilância Sanitária é falha e os esteroides continuam sendo consumidos em larga escala.
O uso indiscriminado desses esteroides teve início em 1930, com alguns fisiculturistas e atletas que buscavam desenvolvimento muscular rápido e melhora de performance. Com o passar dos anos, o uso se estendeu para esportistas amadores, frequentadores de academias e adolescentes.


O que são Esteroides Anabolizantes
Os anabolizantes são substâncias sintéticas similares aos hormônios sexuais masculinos e promovem, portanto, um aumento da massa muscular (efeito anabolizante) e o desenvolvimento de caracteres masculinizantes. A massa corporal aumenta porque eles aumentam a capacidade do corpo de absorver proteína, além de reter líquido provocando o inchaço dos músculos.
Geralmente, os anabolizantes, ou "bombas", como também são chamados, são tomados oralmente em cápsulas/tabletes, ou injetados no músculo. Muitas vezes, as drogas são usadas em associação de até três tipos diferentes e em doses 100 vezes maiores que as preconizadas por tratamento médico. Anadrol, Oxadrin e Durabolin são alguns exemplos de esteróides.
Embora muita gente não saiba, o anabolizante tem uso na medicina, para casos de osteoporose, deficiência de crescimento, problemas hormonais masculinos, como o hipogonadismo. Entretanto, só é ministrado em doses terapêuticas e necessitam sempre de prescrição médica para serem adquiridos. "Os médicos receitam doses de, no máximo, 15 mg enquanto que os fisiculturistas chegam a tomar até 300 mg", diz Fernando. 
Consequências do uso de Anabolizantes
O efeito de um corpo saudável com os anabolizantes é apenas aparente. Está provado que seu uso só gera danos à saúde. Os efeitos colaterais das superdosagens são muitos. A pessoa pode desenvolver problemas no fígado, inclusive câncer, redução da função sexual, derrame cerebral, alterações de comportamento com aumento da agressividade e nervosismo, aparecimento de acne. Ao todo, 69 efeitos colaterais já foram documentados.
Em garotos e homens existe a diminuição da produção de esperma, retração dos testículos, impotência sexual, dificuldade ou dor ao urinar, calvície, desenvolvimento irreversível de mamas. 
Em adolescentes de ambos os sexos, também pode ocorrer parada prematura do crescimento, tornado-os mais baixos que outros, não usuários de anabolizantes.
A parada brusca do uso de anabolizantes também pode produzir sintomas como depressão, fadiga, insônia, diminuição da libido, dores de cabeça, dores musculares e desejo de tomar mais anabolizantes.
O uso compartilhado de esteroides por seringas e agulhas não esterilizadas é comum e pode expor o indivíduo a doenças como Aids, hepatites B e C e endocardite bacteriana. 
 
Caminho sem Volta
Segundo o professor Fernando, não se sabe até que ponto os problemas ocasionados pelo uso das "bombas" são reversíveis. "Os casos têm que ser analisados de forma isolada porque cada organismo reage de um jeito ao uso do esteroide. Em muitos casos, o nível de comprometimento das funções é tão grande que não há opção de cura. Várias pessoas já morreram por causa do uso indiscriminado dos anabolizantes", adverte.
Por tantos riscos e inconvenientes, o uso indiscriminado de anabolizantes deve ser desencorajado, banido do meio esportivo. Para Fernando, a grande arma capaz de resolver esse problema são as campanhas educativas. " O uso de esteroides já se tornou um caso de saúde pública. O governo tem que tomar providências", completa .
(Fonte: Boa Saúde)

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